Fabi esbanja experiência

Qui, 15 de Abril de 2010 20:24 Jornalista Janio Araujo
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040100724-EX00Fabi é um exemplo para muitas jogadoras. Líbero do Rio de Janeiro há cinco anos, a campeã olímpica - dona da vaga na seleção brasileira - e tetracampeã da Superliga assume a responsabilidade como poucas dentro de quadra. Mesmo com 1,69m, a experiente atleta de 30 anos vira uma gigante por não se esquivar de ataques. No Osasco, com apenas um 1cm a mais e oito anos a menos, Camila Brait tenta seguir seus passos. A jovem, que em 2008 vestiu a camisa do Brasil, faz seu terceiro ano como titular na Superliga. Neste domingo, ‘mestre’ e ‘aprendiz’ têm um duelo marcado. Às 10h, no ginásio do Ibirapuera, o Rio de Janeiro de Fabi e o Osasco de Camila disputam o título.

Neste domingo, Rio de Janeiro e Osasco protagonizam a decisão dos últimos seis anos. As equipes e as jogadoras se conhecem muito bem. Na busca por um título, é mais fácil enfrentar um adversário desconhecido?

FABI: O desconhecido é perigoso. Mas quando você também conhece demais seu adversário, ele se arma. Fica muito difícil surpreender. Vai se tornando um jogo de xadrez. Vence quem tem mais cabeça e coração.

CAMILA: É sempre difícil. Mesmo quando conhecemos, é preciso dar um algo mais. Na final contra o Rio de Janeiro, sei que vamos ter que jogar muito, se apresentar muito bem para alcançarmos a vitória.

A temporada 09/10 bateu o recorde de participantes. Foram 13 equipes, que se enfrentaram nos últimos cinco meses. Cada time, cada jogadora teve alguém tipo de experiência. Como foi essa temporada para você?

FABI: Foi a Superliga mais disputada. Vimos um equilíbrio grande entre as equipes, apesar dos finalistas serem os mesmos. Nosso time passou por muitas dificuldades, como problemas de lesão e as 20 horas no ginásio do Macaranãzinho. Não sei dizer se foi a melhor ou a pior. Digo que foi a mais diferente.

CAMILA: Foi uma temporada muito boa. Atuei como titular pela terceira vez e, neste domingo, disputo a minha segunda final. Voltei da seleção brasileira, no ano passado, e sinto que estou mais segura. Adquiri novas experiências.

 

Desde que a decisão da Superliga passou a ser em jogo único, é a primeira vez que São Paulo vai sediar a briga pelo título. Nos dois últimos anos, o Rio de Janeiro foi a casa da disputa. A torcida é o sétimo jogador?

 

FABI: Jogar em casa é sempre bom. Mas, dependendo do que aconteça, a torcida pode virar aliado do seu rival.

CAMILA: É sempre bom ter a torcida a seu favor.

Fonte:G1
GAROTA PBESPORTE - CAROL VIEIRA - SETEMBRO 2010
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